Em meio à brancura dos dias,
afago a palavra contra o muro.
E martelo a parede até o fim
com a fome do meu corpo e do teu.
Nada a dizer, nada a mostrar.
Meu silêncio se insinua é no escuro,
no âmago de um corpo a céu aberto,
apenas véu: algo que não se vendeu.
Um piano, uma tarde, silêncio.
Os olhos de alguém que não esqueço.
Desisto de partir, exploro o instante
enovelado nessa fala branca.